
Dresden, uma cidade há umas 5 horas daqui, durante anos foi conhecida como uma das mais belas cidades da Europa, chegou a receber o apelido de "Florença do Elba", referindo-se à riqueza de sua arquitetura. A cidade teve moradores como Goethe, Canaletto e Bach. Porém, hoje, 13 de fevereiro, Dresden é lembrada pelo bombardeio que sofreu há 65 anos pela Força Aérea dos Estados Unidos e a Força Aérea Britânica, onde 1.400 aviões despejaram 3.900 toneladas de bombas altamente explosivas, destruíram a cidade e mataram cerca de 35.000 civis. Os motivos ainda são controversos entre historiadores pois, Dresden era um centro cultural e de pouca significância militar e os ataques não trariam ganhos, a não ser minimizar ainda mais a moral da Alemanha.
Dresden então, tornou-se um grande canteiro de obras, a fim de se reconstruir das cinzas. A recontrução que mais se destaca é a da Igreja de Nossa Senhora, que fora erquida em 1743 e praticamente apagada no ataque, restando apenas duas paredes.
Após a queda do Muro de Berlin, um grupo de importantes cidadãos da cidade lançaram um apelo internacional conhecido como "Manifesto Dresden", pedindo ajuda na reconstrução da Igreja, que levou 11 anos pra ser finalizada e, finalmente em 2005, sob lágrimas e emoção, a Frauenkirche foi finalmente inaugurada.
(foto retirada da internet)Parte dos habitantes da cidade nunca se conformaram com os ataques e há anos acontece pelas ruas um desfile de centenas de neonazista, ontem não foi diferente. Antes disso, manifestantes esquerdistas bloquearam as ruas tentando impedir o desfile neonazi, o que resultou em confrontos e a polícia desistiu de intervir, pois isso só traria mais caos. Dresden foi eleita pelo Partido Nacional-Democrático e pelos neonazis alemães, como um "santuário" para seus protestos. Símbolos como a suástica e a saudação à Hitler são proibidos, mas as cores que eram usadas no Partido Nazista, branco, vermelho e preto, são abertamente expostas pelos manifestantes.
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