domingo, 31 de janeiro de 2010

Narrenumzug

Quem disse que eu ficaria fora do carnaval? Mas onde foram parar as mulatas, o malandro, o Sol, as praias, o calor??


Hoje enquanto estudava percebi pela janela a nevasca que caía e decidi fazer uns vídeos, quando abri a janela ouvi uma música e perguntei ao Martin o que era, como ele não sabia resolvemos sair de casa e procurar. Pois bem, na quadra ao lado da nossa casa acontecia o Narrenumzug, o desfile de fantasias daqui. O carnaval se chama Fasching aqui no sul e mais acima, como em Köln, o nome é Karneval. Tivemos que pagar 2,50€ mesmo o desfile sendo na rua. De longe se via um enorme número de crianças assistindo extasiadas tudo o que acontecia. Não somente elas, eu também! O desfile aconteceu em frente a catedral e percorria parte da cidade.
Tudo muito organizado e tinha um ar mais familiar do que o carnaval brasileiro. ;)
Fazia muito frio (-7°) e nevava demais, com grandes flocos de neve (geralmente aqui a neve é fininha), mas nada disso impediu que a festa fosse muito divertida.


No meio disso eles puxavam umas pessoas, jogavam no chão (pacificamente), pintavam os cabelos, o rosto, jogavam papéis picados, distribuiam doces e balas pras crianças. Ficamos muito perto dos que desfilavam e por causa disso fui puxada por um deles e olha só:


enquanto as crianças ganhavam doces....os adultos ganhavam outras coisinhas, como esse licor de cereja.. ;)

O que mais se viam eram as bruxas....

..e músicos tocando trompete, pratos, tambores etc.

Desfiles como esse acontecem todas as semanas, mas sempre em cidades diferentes da região.
O que mais percebi de diferente do Brasil, fora as coisas óbvias, é que as pessoas da cidade não são muito atingidas pela festa e o clima é de família, parece que todos saem de casa com intenções "inocentes" com o único propósito de se divertir.

sábado, 30 de janeiro de 2010

lembra do Alzheimer?

Essa é a casa onde o Alois Alzheimer viveu entre 1886/87 ainda como estudante. Em 1906 ele apresentou na Universität Tübingen a doença que herdou seu nome e até hoje continua incurável. Hoje em dia essa casa ainda atua como república e também é um dos restaurantes da universidade, aliás, hoje almoçamos lá e comemos Cevapcici, uma comida croata que se parece muito com quibe, mas não é tão gostosa.

Quem também passou pela Universität Tübingen foi nosso queridinho Papa Bento XVI que ministrou uma disciplina de teologia dogmática. O presidente da Alemanha, Horst Köler, foi outro que estudou economia por aqui, sendo assim, Martin já anda pelo caminho certo. =) Falando em universidade, minha primeira semana de aulas foi muito proveitosa, apesar de acordar cedo, sair de casa com -13°, neve, sono etc. Tenho gostado dessa rotina toda e espero que esse ânimo continue assim pelos próximos meses. Martin continua passando 8 horas diárias na biblioteca estudando, fora as horas das aulas. Tudo isso porque ele precisa recuperar dois meses de aulas perdidas (tempo em que ele continuou do Brasil enquanto deveria ter voltado).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Annie


Hoje fomos ao teatro assistir Annie e foi fantástico!
Saímos de casa em cima da hora mas chegamos a tempo e fomos pegar os ingressos que haviam sido reservados, quando fomos guardar os casacos uma brasileira nos atendeu.
O teatro estava lotado e logo que sentamos as luzes se apagaram e o musical começou.
Era tudo maravilhoso, as vozes, o figurino, só achei que o cenário deixou muito a desejar.
O musical foi feito pelos estudantes da univeridade, mas ainda assim conseguiu nos divertir, e muito! Durou cerca de duas horas com intervalo de 15 minutos. No fim os atores foram aplaudidos por mais de 5 minutos e ainda com direito a rosas jogadas no palco.
A cidade é muito rica culturalmente, por aqui há sempre vários shows, exposições, peças de teatro, aliás, morados ao lado de um.
Pra quem não conhece, o famoso musical da Broadway conta a história de uma menina orfã que espera encontrar os pais até que um dia, um bilhonário famoso resolve passar uma semana com a menina no Natal e descobre que os pais dela estão mortos e resolve adotá-la..
Separei um video que mostra partes do musical..

http://www.youtube.com/watch?v=18vjU8_lpK8&feature=related

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Primeiro dia de aula



O despertador tentou me acordar 6h...6:30...e finalmente 7h conseguiu! Ainda meio sonâmbula fui escovar os dentes, tomar café, isso e aquilo. Martin me levou até o curso que a pé dá uns 15 minutos aqui de casa. Cheguei e vi pessoas do mundo inteiro por lá e fui procurar minha turma. Minutos depois o professor chegou, um homem engraçado com cara de que não toma banho há umas semanas, usando suspensório, uma bota daquelas de escalar montanhas, dedos amarelados com jeito de quem passa o dia inteiro fumando e ainda assim muito simpático.
Os outros alunos são muito diferentes também, minha turma tem pessoas da Rússia, Iraque, Turquia, Hungria, Itália, Cazaquistão, Grécia, China e eu do Brasil. A maioria deles bem mais velhos que eu, aliás, mais novo só um guri turco que beira os 17 anos. Quando o professor fez a chamada ouvi um nome mais impronunciável que o outro, até que um muito familiar apareceu ...."Osama", que por conincidência não apareceu na aula.
A turma tem um nível médio, mas senti que minha pronúncia é a melhor, claro que conviver tanto com o Martin ajudou bastante.
O primeiro dia foi tranquilo e mais uma revisão do nível anterior. Acho que vou gostar muito, apesar de ter que acordar cedo nesse frrrrio e passar o dia inteiro estdando.
Agora, com licença, vou fazer um café e voltar estudar.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Brasilian Party

Vai tchutchuca! Chão! Chão!...
Errr....é....esse foi o único jeito que encontrei de conhecer brasileiros por aqui.
Logo que cheguei em Tübingen vi esse anúncio e na mesma hora esnobei pensando "pfff..FUNK...carioca"...mas o Martin queria muito conhecer pois quando andou pelo Rio e pelas favelas (as favelas de gringo) não conseguiu conhecer um baile funk original.
Chegou sábado e resolvemos ir mesmo eu duvidando que fosse gostar, prometi que só ficaria 15 minutos.
Assim que cheguei na festa vi poucas pessoas mas de longe reconheci os brasileiros só pelo jeito que dançavam. Martin conhecia uma brasileira que estuda na Puc e ela nos apresentou mais umas 3 meninas do Rio e um colombiano que falava muito bem português. Ficamos por alí e começou a tocar funk de verdade, tipo "Créu" e coisas desse nível, até a dança do quadrado rolou por lá. Mas no fim não foi nada bagaceiro e sim muito engraçado, os brasileiros morriam de rir e os alemães mais ainda...agora, tentem imaginar AS alemãs dançando funk. hahahaha...é, digo com certeza que eu vi coisas bem piores do que vocês acabaram de imaginar.
Enfim..horas depois daqueles meus 15 minutos prometidos, um alemão perguntou se o Martin era brasileiro porque ele usava uma camisa do Fluminense, a camisa preferida dele!!..Conversamos e ele era um alemão que tinha vivido um semestre no Rio. Martin também encontrou um outro alemão que estudou português com ele na Puc, ou seja, em nenhum lugar do mundo dá pra se esconder!
Lá pelas 4h da manhã fomos embora, realmente conhecemos brasileiros e foi tudo muito divertido.
A próxima festa brasileira, de funk ou o que seja, acho que vou me perguntar "warum nicht?"
Créeeeeeeeu!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

StuttgART

Medieval, barroco, art nouveau, bauhaus...todos os estilos em uma cidade só. Stuttgart é incrível! Por lá encontrei arte espalhada por todos os lados.
Quando cheguei na ferroviária me assustei com a quantidade de pessoas correndo de um lado a outro, com a quantidade de trens, uma confusão, ainda mais porque viajei sozinha e tudo era muito novo.


Enfim, consegui achar a saída e em seguida me deparei com vários estudantes, maioria crianças e adolescentes, protestando a favor de melhorias na educação. Tudo muito bem-humorado, tranquilo e policiado.
Caminhando um pouco mais, meio perdida e pedindo informações o tempo todo, finalmente consegui achar o centro da cidade. Por lá encontrei oito quilômetros quadrados de uma arquitetura incrível e imponente, vi o Altes Schloss, o Neues Schloss, lindos jardins e um lago congelado cheio de patos. De lá fui até o Landesmuseum e passei umas duas horas visitando as exposições que iam desde arte sacra até a história de Württemberg. Mais adiante encontrei o Markthalle, o mercado corberto da cidade com estilo art nouveau, achei bem charmoso, com barraquinhas de pães, milhares de queijos, doces, flores e várias delícias.

Após, fui conhecer a Stiftskirche, um templo protestante que impressiona pela arquitetura dentro e fora, aliás, do lado de fora encontrei um mendigo e tentei tirar uma foto dele meio "discretamente" mas o velho me viu e ficou gritando coisas que eu obviamente nem quis entender e fui embora (sem a foto).
Fui caminhar pela Königstrass, uma rua fechada pra carros e cheia de lojas tentadoras.
Depois fui conhecer o Kunstmuseum, um museu que parece um cubo de cristal, onde também passei algumas horas enchendo meus olhos com tanta arte.

Aliás, arte, aí uma palavra que define Stuttgart!!..encontrei obras a cada esquina que andava, ao atravessar a rua, em todo lugar!! Não visitei o museu da Mercedes e da Porsche, vou esperar pra ir com o Martin que ainda não conhece, assim é mais um pretexto pra voltar a ver a cidade.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coca-Cola Vanilla

Hoje no restaurante da universidade experimentei pela primeira vez a Coca com sabor de baunilha, no começo achei gostosa, mas depois ficou um gosto muito doce e enjoativo, parecia que eu bebia a sobremesa. Por aqui também existe a Coca descafeinada, só vi no super pra vender e ainda não provei. Segundo Martin, no verão ainda tem a Coca com sabor de cereja e deve ser boa, mas por enquanto prefiro a Coca tradicional, que aliás, aqui é menos doce que a do Brasil, o que deveria ser o contrário, já que no Brasil as bebidas são bem mais adocicadas. A Fanta laranja daqui também é diferente, começando pela cor que é bem amarelada e o sabor é mais cítrico, não gosto muito. Fanta uva por aqui não existe....se até suco de uva é difícil de encontrar... De vez em quando sinto falta de guaraná, mas tenho uma carta na manga pois trouxemos uma latinha de Kuat que até agora guardamos e quando a vontade for muito grande poderemos beber.
Tschüss!!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sol em Tübingen

Desde que cheguei em Tübingen, há pouco mais de três semanas, esse foi o primeiro dia que o Sol resolveu dar as caras. Infelizmente por esses lados o dia não dura muito, então tive que aproveitar as poucas horas pra fotografar.

Acima marquei a casa onde moramos.
Hoje senti as pessoas mais descontraídas.


No caminho que beira o Necker vi uns meninos brincando de atirar bolas de neve uns nos outros..


Vi um grupo de amigos de uns 50/60 anos jogando uma espécie de bola de gude, mas as bolas pareciam ser bem mais pesadas e muito maiores.


Patos nadando...

Um carinha bem tranquilo pescando..

e a caboquinha que saiu de All Star e congelou os pés... =)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Tübingen noturna

Hoje à noite me atrevi a fotografar no meio de um frio de -6° e muita neve...
Nossa casa aparece na foto abaixo, mas quando postar uma foto de dia mostro pra vocês.

Esse é o caminho que beira o rio Necker e fica em frente à nossa casa. Sempre lindo...


O pombal parece que foi feito pra crianças...

Tübingen tem uma noite bem bonita e iluminada, pelo menos nessa parte que ronda nossa casa que fica no centro histórico. Quando começar a esquentar pretendo me arriscar a sair mais pelas ruas pra fotografar...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Burg Hohenzollern


Ontem fomos conhecer o castelo Hohenzollern e mesmo sabendo que o tempo estaria encoberto e com muita neve, arriscamos. Martin e eu fomos com Frank (amigo da universidade) e Jason (amigo do Frank que veio da Irlanda).

No caminho não me controlei e tive que brincar na neve...

Quando chegamos até o carro tivemos que tirar toda a neve e tentamos não congelar as mãos..Bem, as mãos não congelaram, mas a água do limpa vidros sim, e no caminho tivemos que parar em um posto e comprar um produto que tinha garantia de não congelar em até -60°C....
Depois de 40min chegamos até o estacionamento do castelo e tivemos que subir caminhando por uma estradinha cerca de 30min. Foi super cansativo pois estávamos em um lugar muito alto e o frio intenso só dificultava as coisas. No caminho cheguei a me espantar com a floresta que nos cercava que era tão linda e tão branca...
Finalmente chegamos ao topo e aos poucos conseguimos ver o castelo que se escondia na neblina, era tão imponente e ao mesmo tempo tinha um ar de contos de fadas.
Infelizmente o castelo estava fechado e só podemos conhecer o jardim e o pátio. Resolvemos voltar no verão pra conhecer o acervo e as capelas. A volta ao carro foi bem difícil de descer a estrada pois era muito inclinada e o gelo deixava tudo muito escorregadio, o Martin que adorou e mesmo só de tênis conseguiu descer deslizando todo o caminho... eu quase morri com medo de escorregar e sair rolando estrada abaixo. haha...
Apesas de tudo chegamos bem em casa, mesmo que com os pés quase congelados!!!...
;**

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Silêncio sem Suco de uva



Quase todos os brasileiros que saem do país, na semana seguinte começam falar que sentem falta do típico feijão com arroz, mas sabe, isso ainda não me fez falta, minha maior carência, por incrível que pareça, é a do barulho, da algazarra, do tumulto. Aqui o silêncio chega a ser ensurdecedor, me incomoda mesmo..principalmente em Ravensburg que é uma cidade muito, muito calma. De vez em quando Martin conversava com a mãe dele, o assunto acabada e resta um sossego estranho, um ruído de nada...No Brasil, mesmo em um bairro calmo se ouviria o rádio e tv ligados ao mesmo tempo mesmo que ninguém estivesse prestando atenção, o barulho da geladeira, do computador, de um pássado que canta incansavelmente, de gatos brigando no telhado..

Por esses lados, ainda que no centro da cidade as coisas são calmas. Aquela voz no megafone gritando as ofertas do dia, a buzina alertando uma má ultrapassagem, o garotinho insistindo pra limpar o parabrisa do carro com água suja no sinal, a conversa gritada de um lado da rua a outro....isso tudo aqui não existe, bom, pelo menos ainda não vi...ou melhor, não ouvi.
Outro detalhe que me chamou a atenção foi a quase ausência de suco de uva, nos bares e restaurantes não se acha mesmo, já procurei em Ravensburg, Tübingen, Frankfurt, até em Praga e nada!..achei aqui em Tübingen depois de procurar em dois supermercados, mas foi bem difícil mesmo assim pois a caixinha de suco ficava na última prateleira e bem no cantinho. Pensando eu que estaria satisfeita ao encontrar o suco fui experimentar e era uma mistura de uvas brancas e vermelhas com tinha um gosto mais ácido. Não gostei muito, mas ok, não posso mais reclamar.
.........

"Viver no exterior é bom mas é uma merda, viver no Brasil é uma merda mas é bom."
.... disse Tom Jobim

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Praga

Arquitetura gótica, palácios barrocos e edifícios Art Nouveau...assim se define Praga, cidade misteriosa e melancolica que se descobre a cada esquina o motivo de ser intitulada uma das mais belas capitais europeias.
Assim que chegamos na cidade fomos dar uma volta à beira do rio Vltava, depois encontramos David (amigo do Martin que conheci quando foi ao Brasil), Olli e Flavi (amigos de colégio do Martin que foram conosco até Praga) e fomos almoçar no Café Louvre, um lugar requintado e com um ar do início do século passado mas que infelizmente não teve um bom atendimento, acho que o motivo maior foi a quantidade de turistas atrapalhados que estavam por lá. Mais tarde, depois de uma bela dormida no albregue, fomos até a praça da Cidade Velha que estava linda por causa dos enfeites e luzes natalinas, por lá também encontravam-se centenas de turistas, barraquinhas com comida, souvenirs, palco onde aconteciam alguns shows, a famosa Catedral de Týn (não consegui tirar os olhos), a belíssima igreja de São Nicolau, o Relógio Astronômico e a antiga prefeitura (onde Martin fez a foto abaixo). De lá fomos até o Café Slavia, desde 1863, um dos mais famosos da República Checa e rico em tradição cultural, aliás, é lá que se encontra o famoso quadro "O Bebedor de Absinto" de Viktor Oliva. Fora isso, a localização é invejável pois fica em frente ao rio Vltava e é vizinho do Teatro Nacional. Depois de me deliciar por lá, fomos até a beira do rio esperar a virada do ano. O clima era terrivelmente frio, as ruas estavam cheias de pessoas soltando balões à gás e finalmente os fogos começaram!!..não demorou muito, cerca de 10min e descobri que na virada do ano não é a prefeitura que organiza a queima de fogos, quem quiser faz por sua conta, a grande queima que é organizada por eles acontece no dia seguinte às 18h pois, segundo eles, é quando as crianças também podem assistir. Enfim, sabe o que achei estranho? as pessoas apenas olham os fogos e após cada uma vai pra uma direção e foi! Achei falta da gritaria, do abraço coletivo na pessoa ao lado que nem se conhece, da bebedeira, da contagem regressiva, da festa!!..Aliás, a única festa que vi foi quando fomos embora e nas ruelas alguns bebuns gritavam abraçados, geralmente eram italianos ou espanhois. Chegamos no albergue e conseguimos dormir logo, porém, dormir em um quarto com mais 10 pessoas tem grandes desvantagens, como quando chegou um grupo de alemães bêbados gritando e fazendo uma bagunça infantil e insuportável. Noite mal dormida e no dia seguinte acordamos prontos pra mais descobertas em Praga. Fomos conhecer o bairro judeu da cidade, fomos em 4 Sinagogas e destaco a Sinagoga Espanhola que chega a ser emocionanete de tão linda, e lá também havia uma exposição contando a história da comunidade judaica checa. Conhecemos o antigo Cemitério Judaico que ao mesmo tempo é grandiosamente lindo e melancólico. Fomos mais uma vez da Cidade Velha, subimos na antiga prefeitura onde se via boa parte da cidade e mais tarde fomos ver a queima de fogos que a prefeitura organiza, na volta pra casa decidimos parar no Museu de Instrumentos de Tortura Medieval e fiquei com frio na espinha!! Muitos desses instrumentos eram usados na ditadura até fim dos anos 80.
Na manhã seguinte estava nevando e fomos conhecer a Igreja de São Nicolau, assim que entramos vimos suvenirs à venda e comprei um livro com obras da pastora Lumír Čmerda, ela faz trabalha com gravura, xilogravura, alto-relevo e faz um trabalho fantástico! Demos mais uma volta na cidade, paramos no Café Savoy e seguimos até o Palácio Real. Andamos muito até chegar lá, a neve só aumentava e por consequencia o frio. Quando chegamos no topo e nos deparamos com o Palácio e foi encantador. E os guardas do Palácio que eram imóveis e apesar disso, engraçados.Ao entrar no Palácio vimos a imensidão que é a Catedral de São Vito. Compramos um ticket que dava direito a conhecer a Catedral, a Viela Dourada e a masmorra onde também haviam instrumentos de tortura. De noite meus pés não aguentavam mais e o Martin me levou em uma casa de massagem tailandesa (não erótica) e quem fez foi uma velhinha que ficou feliz em saber que eu era brasileira pois ela irá ao Brasil este ano e ficou falando pra uma amiga "brazilian girl! brazilian girl!"..haha, foi muito querida. Depois de ficar pisando em nuvens após a massagem, Martin e eu fomos nos encontrar com os amigos dele em um bar ao lado do albergue que se chama Bar and Books e realmente era isso que tinha, parecia uma biblioteca antiga com um bar central, tudo muito gostoso...
Depois de 3 dias Praga voltamos pra casa e no caminho paramos no Castelo Karlstein..a vista de cima do morro é linda...
Enfim, voltamos pra casa com uma parada pra dormir em Ravensburg, hoje cedo chegamos em Tübingen e o frio continua, assim como o tempo nublado...Praga é uma cidade incrível valeu muito ter conhecido!
beijos