sábado, 17 de julho de 2010

Baggersee

Faz dias que não posto nada aqui mas é por uma boa causa, estudo de manhã como sempre e tenho passado minhas tardes em um lago que fica há 1 hora de bicicleta aqui de casa, acho que Martin e eu estamos viciados em pedalar até lá. No primeiro dia quase morri pra chegar mas agora vou bem tranquila, o caminho é tão lindo, passamos por uns campos de trigo

e o Martin adora parar pra fotografar.
O lago tem sempre umas pessoas fazendo churrasco, crianças brincando, cachorros nadando e sempre encontramos esse homem elástico da foto abaixo, ele passa uns 2omin ou mais fazendo alongamento, fica equilibrado só nos braços com as pernas pro ar uns 1omin, religiosamente todos os dias!

Sempre tem uns patos nadando no lago também e de vez em quando vemos uns cisnes que dessa vez chegaram bem perto e Martin arriscou a câmera dele na água pra conseguir uma boa foto.Essa semana vou tentar ir até o lago pra nadar todos os dias, acho que aqui dá mais vontade de aproveitar o verão já que logo vem aquele frio insuportável! brrr

domingo, 11 de julho de 2010

Bebenhausen

Bebenhausen é uma vila há cerca de 4km de Tübingen que fica no meio de uma reserva natural e decidimos ir de bicicleta até o Castelo de lá. Saímos umas 10h de casa e fomos até o McDonald's que fica a uns 15min pedalando da nossa casa, chegamos, pedimos e eles não aceitavam cartão, procuramos então a Subway e também nada e voltamos então até o centro da cidade, tiramos dinheiro e finalmente conseguimos comer, daí já foi uma hora perdida pedalando de lá pra cá, depois disso pegamos a estrada em direção à Bebenhausen e fomos seguindo um rio que agora não lembro o nome, o problema é que o caminho que o Martin conhecia não valia mais por causa de uma ponte interditada e então lá fomos nós fazer outra volta. O verão ultimamente está insuportável e ontem não foi diferente, mesmo pedalando no meio da reserva numa estradinha chamosa à beira do rio, estava tão quente que até se eu ficasse parada na sombra de uma árvore não adiantaria muito.


Quando finalmente chegamos era umas 13h e estávamos tão cansados por causa do clima que ficamos meio perdidos e só depois de descansar um pouco fomos visitar o castelo que é bem pequeno e bonitinho.

O rei William II de Württemberg morou em Bebenhausen até sua morte em 1921 e sua mulher a duqueza Charlotte zu Schaumburg-Lippe até 1947.

A Abadia de Bebenhausen foi construída por Rudolf I de Tübingen, provavelmente em 1183.
Depois da Reforma o prédio da abadia foi utilizado como escola, palácio de caça para os reis de Württemberg e assembléia legislativa para o estado de Württemberg-Hohenzollern.


A vista que se tem da torre é bem bonitinha, dá pra ver alguns montes e as casinhas da vila. Martin aproveitou pra fotografar com a câmera nova dele.
Algumas horas depois voltamos pela auto estrada e levamos só uns 30min pra chegar em casa, acho que qualquer dia desses voltarei lá!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Bodas de sangue e copa

Ontem fui com a Laura e umas amigas dela assistir à peça Bodas de Sangue, originalmente escrita pelo espanhol Federico García Lorca. A peça começou 19h e esperávamos que não demorasse muito pra que mais tarde pudéssemos assistir ao jogo da Alemanha. Tudo foi realizado pelos alunos de espanhol da universidade e um professor, todos muito amadores por isso não gostamos muito, a Laura que é colombiana e por isso fala espanhol perfeitamente, disse que muitas coisas não conseguia entender por causa da má pronúncia ou até mesmo palavras erradas, a atuação não foi muito boa também, todos estavam muito nervosos e só queriam falar o texto - que muitas vezes esqueciam - e não se preocupavam em atuar. Não digo que foram ruins por serem amadores, até porque o musical Annie que assisti com Martin há alguns meses foi muito, muito bom e também realizado por alunos da universidade, mas a qualidade do Bodas de Sangue não foi boa acho que pela escolha dos atores.
Depois de 1h e meia o espetáculo acabou e recebi uma mensagem do Martin dizeNdo que o parque que sempre assistimos aos jogos estava lotado e não haviam mais ingressos, então fomos até a casa da Kathin ver o segundo tempo. Bom, o resultado todos sabem, 1x0 pra Espanha que nem sequer fez uma boa atuação na copa (olha quem opinando), mas nem por isso os alemães deixaram de fazer festa, até de madrugada dava pra ouvir vuvuzelas e muitas pessoas nas ruas fazendo festa, portanto, ou tem muitos espanhóis aqui na cidade ou os alemães não se deixaram abalar pela derrota. Agora ainda resta Alemanha e Uruguai na disputa do terceiro lugar, Espanha e Holanda não me interessa nem um pouco, acho espanhóis arrogantes e holandeses chatos. Agora a vida volta ao normal e copa só daqui quatro anos.

München II

Domingo estive mais uma vez em Munique, fui acompanhar a Laura que semana passada havia esquecido sua câmera no trem e por sorte foi achada e estava na Deutsche Bahn de lá, tipo de coisa que só acontece na Alemanha.
A viagem levaria 5 horas mas dessa vez durou um pouquinho a mais porque havia um problema nos trilhos de Aulendorf e divemos que correr pra pegar um ônibus que nos levaria até outra estação. No meio dessa confusão uma guria beeem estranha pediu pra ir com a gente até Munique (alguns bilhetes de trem servem pra até 5 pessoas), no trem ela não falava coisa com coisa e o pior, não conhecia Bogotá, chegou até a perguntar pra Laura se era uma vila. hahaha a Laura fingia o tempo todo que dormia mas a guria insistia em falar qualquer coisa.
Quando chegamos na estação a Laura foi procurar a câmera dela e eu acabei encontrando uma exposição da World Press Photo e pra minha felicidade haviam fotos que eu queria muito, muuuito ver, a série "A morte escondida" feitas pelo italiano Tommaso Ausili em um abatedouro, uma das fotos foi vencedora do Sony Worls Photography Awards e é fantástica!!

Depois disso saímos as duas felizes pela cidade, a Laura com a câmera e eu com idéias. Seguimos pelo centro até a Marienplatz e no caminho vimos uma cidade bem mais bonita, dessa vez o dia ensolarado ajudou bastante e as flores da primavera também. No portão Karlstor, construção do século 14, algumas crianças brincavam nas fontes.


Até a C&A ficou mais bonitinha ;)

Aqui na Alemanha as pessoas tem bicicletas de todos os tipos, essa é uma das mais legais e bem comuns de se ver nas ruas.

Quando chegamos na Marienplatz a Neues Rathaus estava linda demais, muito florida e por sorte com poucos turistas.

Seguimos até o Hard Rock Café e fizemos algumas compras mas infelizmente a Barbie mais legal do mundo eu não comprei, pq...né..70 euros, aliás, qualquer coisinha na loja do Hard Rock Café é mais cara, mas essa Barbie até vale.

Muito bem localizada, em frente ao Hard Rock Café está uma das cervejarias mais famosas do mundo, a Hofbräuhaus, fundada em 1589. Lá é normal encontrar pessoas com trajes típicos da Bavária

O lugar é bem bonito e o tempo todo tem uma banda tocando músicas típicas.

Fomos até o Teatro Nacional que tem um prédio fantástico.

Os arcos da Feldherrnhalle, um dos palcos de Hitler.

A Residência de Munique, residência oficial dos duques e reis da Baviera.

O Hofgarten, jardim da Münchner Residenzque foi destruído durante a segunda guerra.

Caminhando pela Leopolstrasse encontramos essa escultura fantástica.

Essa parte da cidade é bem mais tranquila, tem vários bares de todos os lugares, alguns chineses, mexicanos e obviamente alemães, é o bairro estudantil da cidade.
A partir daí fomos procurar o famoso jardim inglês e caminhamos bastante, mas quando chegamos vimos que não poderíamos caminhar por lá pois nosso trem sairia logo e então voltamos pra estação. e decidimos visitar na próxima vez.
Nossa volta foi muito cansativa, a viagem deveria levar apenas 3:40 mas levou 6 horas! Tudo por causa dos trilhos de Aulendorf que ainda estavam com problemas, todos os trens se atrasaram e acabamos passando 1 hora em Plochingen sem fazer nada, até porque já era 1h da manhã. Quando cheguei em casa fui direto pra cama e dormi.
Munique é uma cidade muito boa pra conhecer, tem uma vida cultural intensa e percebemos marcas da história a cada ruazinha. Munique também leva o título de cidade número 1 em qualidade de vida segundo a Monocle.

O ranking completo da revista Monocle (com posição do ano passado):

1. Munique (4)

2. Copenhague (2)

3. Zurique (1)

4. Tóquio (3)

5. Helsinki (5)

6. Estocolmo (6)

7. Paris (8)

8. Viena (7)

9. Melbourne (9)

10. Madri (12)

11. Berlim (10)

12. Sydney

13. Honolulu (11)

14. Fukuoka, Japão (16)

15. Genebra (24)

16. Vancouver (14)

17. Barcelona (15)

18, Oslo (17)

19. Montreal (19)

20. Auckland, Nova Zelândia (20)

21. Cingapura (18)

22. Portland, Estados Unidos (primeira vez na lista)

23. Kyoto (22)

24. Hamburgo (23)

25. Lisboa (25)


Segundo a revista, a cafeteria Starbucks e outras empresas transnacionais pioram a qualidade de vida, contribuindo pra que os centros das cidades ao redor do mundo percam sua singularidade e Munique só tem cinco filiais da Starbucks. Outros fatores que influenciaram o primeiro lugar foi a qualidade do sistema de transporte público, o porta-voz da cidade, Stefan Hauf, ainda afirma que a rede de ciclovias cresce permanentemente, o índice de criminalidade é baixo e há um alto nível de nascimentos na cidade, outro ponto forte é o Jardim Inglês que sim, melhora muito a qualidade de vida, bem que Manaus poderia copiar essa idéia e derrumar aqueles montes de prédios horrorosos e construir uns parques.
Ainda preciso voltar e conhecer as pinacotecas e jardim inglês, dessa vez espero que Martin tenha tempo livre e possa ir também.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Alemanha x Argentina


Infelizmente o Brasil não fez o dever de casa e saiu da copa mais cedo, mas tudo bem, nós já temos 5 estrelas enquanto os outros lutam pra chegar perto e acho que essa a Alemanha leva, não que eu entenda de futebol mas o Martin que é bem ligado nessas coisas acha que dessa vez a copa é da Alemanha, aliás, depois do jogo contra a Argentina muita gente deve achar a mesma coisa.

Nunca vi um povo tão enlouquecido, as pessoas não paravam de gritar que estavam mandando os "gauchos" pra casa, foi bem legal de ver a reação dos alemães. Vi o jogo com Martin e os meninos aqui de casa e a Laura levou umas amigas dela, depois disso ainda encontramos um brasileiro que mora ao lado da nossa casa e acabamos vindo todos pra cá e ficamos comemorando até 1h da manhã (o jogo foi 16h aqui).

Torcer pra Alemanha é divertido mas nada de tão emocionante como para o Brasil, no último jogo contra a Holanda eu fiquei com o coração na mão, ainda mais que fui ver em um bar cheio de holandeses. Quando voltei pra casa com a bandeira do Brasil nas mãos, as pessoas me olhavam com pena, até o chef do restaurante italiano aqui ao lado que sempre é bem humorado, fez um olhar de pêsames que me deixou mais deprimida ainda. Mas ok, enquanto isso eu torço pra Alemanha e aproveito a festa, é como dizem "só tem tu, vai tu mesmo..."